DGRV Confederación Alemana de Cooperativas
GERENTES CONO SUR
GERENTES CONO SUR

Iniciativa Cone Sul


Iniciativa da DGRV para o Cone Sul:
Cooperativismo Financeiro na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai-
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1. O que é a Iniciativa Cone Sul? Ela é um conjunto de medidas e projetos da DGRV que pretendem intensificar a discussão sobre o cooperativismo financeiro na região e apoiar o mesmo. A Iniciativa engloba a Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

2. O cooperativismo financeiro é parte tanto dos sistemas financeiros nacionais como dos setores cooperativos. O setor cooperativo em vários países do Cone Sul (Argentina, Uruguai e em menor escala Bolívia) passou por crises econômicas-financeiras e no caso do Paraguai se aproveitou do mau comportamento do setor bancário. O Brasil e o Chile são casos diferentes dos mencionados no sentido que em um contexto econômico favorável (quer dizer, com estabilidade e crescimento) o setor cooperativo cresceu e ganhou participação no mercado financeiro nos últimos 10 anos, mas ainda se encontra em baixos níveis de participação.

Em meio a crise econômica bancária e social que experimentaram alguns países no sul do continente americano, o cooperativismo de crédito

• não recebeu o interesse e apoio suficientes dos organismos públicos de controle e fomento nos países mais afetados pela aguda crise (Argentina, Bolívia e Uruguai),
• não apresentaram muito interesse por parte da maioria dos organismos de cooperação internacional especializados no setor,
• nem soube aproveitar a orientação das entidades pequenas e de capital nacional e privado que se deu por exemplo na Argentina.

No Paraguai a realidade do setor caracteriza se melhor pela luta em conseguir administrar profissionalmente o crescimento do setor e dos riscos inerentes no mesmo, ao mesmo tempo o estado esta em processo de definição de sua postura através do novo Instituto Cooperativo INCOOP.

3. Comparado aos outros ramos do setor cooperativo, o cooperativismo de crédito mostra um atraso, enquanto há bonança no setor agrário, liderado pela produção de soja e sua exportação, ter levado a um auge sem precedentes nas cooperativas agrárias do Cone Sul. Esta situação, no entanto, não podemos constatar no cooperativismo financeiro.

4. No tocante a participação de mercado e o crescimento (ou decrescimento), tanto na participação, volume de ativo e número de instituições, os países da região Sul mostram uma grande diversidade , igual em términos do grau de concentração, desde sistemas muito concentrados (Chile) até modelos atomizados (Brasil). Também mostram as estruturas de organização financeira dos setores, desde aqueles de três pisos com múltiplas cooperativas centrais e dos bancos cooperativos subsidiários (Brasil) até sistemas de somente um piso (Argentina, Bolívia, Chile).

5. O tema supervisão é controverso na maioria destes países, talvez com exceção do Brasil e (com menor consenso)
Chile. Os conceitos e enfoques dos supervisores são muito diferentes, com casos de uma supervisão auxiliar e completa, mas com normativa diferenciada da bancária (Brasil), com supervisão não delegada a cargo de uma entidade especial para cooperativas (Paraguai), com casos de cooperativas de intermediação tratadas como bancos (Argentina e Uruguai) até regimes mistos com CCs grandes respectivamente abertos regulamentadas por Superintendências Bancarias (Bolívia e Chile) e as demais CCs vigiadas por uma entidade especial para cooperativas.

6. Onde algumas cooperativas são tratadas como bancos (caixas de Crédito na Argentina, cooperativas de intermediação no Uruguai), para o supervisor a segurança das instituições financeiras prevalece ante o motivo da reativação econômica, o que restringe claramente o crédito (bancário e não-bancário) disponível na economia. Alguns critérios aplicados pelo supervisor podem ser pouco compatíveis com a realidade das cooperativas, por exemplo, quanto à idoneidade da diretoria. Regras de contabilidade ainda em processo de definição e com ameaças em potencial para as cooperativas (NIIF, IAS 32) podem ser um desafio adicional. O custo da fiscalização também é um tema em vários países da região especialmente onde a fiscalização é recente (Chile) ou onde existe a discussão sobre uma possível regulamentação excessiva (Bolívia).

7. Casos como a intervenção da maior cooperativa do Uruguai, COFAC, em fevereiro / março 2005, seguida por um processo de capitalização, originaram um intenso debate neste país sobre o futuro da supervisão das cooperativas, o qual poderia ter impacto sobre outros países da região.

8. O governo corporativo das Cooperativas de crédito (CCs) no Cone Sul é bem diferente do resto da América Latina no sentido que existe uma posição muito forte dos Conselhos de Diretoria frente aos gerentes até uma dominância quase total (Paraguai).

9. A DGRV iniciou em dezembro 2004 em Montevidéu a Rede de Gerentes de CCs do Cone Sul para intensificar o intercambio de experiências sobretudo na gestão e controle de riscos. A segunda reunião foi realizada em Porto Alegre, abril 2005.

10. A DGRV pretende intensificar e ampliar suas atividades na região no marco da Iniciativa Cone Sul, por exemplo, com dois seminários com temas específicos:

• Regulamentação e Supervisão das CCs no Cone Sul, São Paulo, agosto 2005, organizado pela DGRV, OCB, Banco Central do Brasil e CEMLA.
• Tecnologia de Informação para CCs, Assunção, setembro 2005, organizado pela DGRV e CENCOPAN.

Além disso, a DGRV participa de outras atividades de desenvolvimento cooperativo na região através de projetos específicos ou de maior duração (Paraguai, Uruguai) e assessoria internacional.

11. Representantes do setor e organismos públicos de controle e fomento das cooperativas estão convidados no marco da Iniciativa Cone Sul a intensificar o diálogo, com o fim de encontrar formas adequadas de comunicação, cooperação e de supervisão logrando assim assegurar uma alta qualidade e um bom desempenho das CCs no marco de condições regulatórias e legais adequadas.